O estado do conhecimento sobre as interrelações entre Inteligência de Estado e Grande Estratégia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.58960/rbi.2026.21.294

Palavras-chave:

Grande Estratégia, Estudos estratégicos, Inteligência

Resumo

O trabalho situa-se na intersecção entre os estudos estratégicos e de Inteligência, analisando as relações entre a Grande Estratégia (GE) e a Inteligência de Estado (IE). Com base no método do Estado do Conhecimento, descrevem-se e analisam-se abordagens teórico-conceituais sobre esses campos, identificando lacunas e tendências. O corpus inclui 16 fontes, agrupadas em quatro subcategorias de GE e quatro de IE. Constatou-se a predominância de estudos aplicados e dedutivos, a ausência de investigações teóricas sobre as inter-relações entre GE e IE e, no Brasil, a falta de obras específicas e de definições conceituais claras, evidenciando confusões entre conceitos e subdimensões.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Peter Loeb Caldenhof, Casa Civil

Mestrando em Segurança, Desenvolvimento e Defesa pela Escola Superior de Defesa (ESD, 2024–). Mestre em Desenvolvimento Socioeconômico pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA, 2015). Especialista em Logística e Mobilização Nacional (ESD, 2022). Especialista em Economia Brasileira Contemporânea (Faculdades Metropolitanas de São Paulo, 2022). Especialista em Logística e Modais de Transportes (AVM Faculdade Integradas, 2013). Bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo (USP, 2003).

Referências

Alsina Jr., João Paulo Soares. 2018. Ensaios de Grande Estratégia Brasileira. Rio de Janeiro: FGV Editora.

Amorim, Celso. 2011. A Grande Estratégia do Brasil: Discursos, Artigos e Entrevistas da Gestão no Ministério da Defesa. São Paulo: UNESP.

Beaufre, André. 1998. Introdução à Estratégia. Trad. Luiz Alencar Araripe. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército.

Brasil. 2017. “Decreto de 15 de dezembro de 2017: aprova a Estratégia Nacional de Inteligência.” Diário Oficial da União, seção 1, Brasília, DF, n. 241 (dezembro): 36.

Brasil. 2020. Proposta de Política Nacional de Defesa e Estratégia Nacional de Defesa. Brasília, DF.

Brito, Vladimir de Paula. 2011. “O papel informacional dos serviços secretos.” Master’s diss., Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Caminha, Viviane Machado. 2016. “O lugar do ensino de defesa nos estudos de defesa no Brasil: apontamentos a partir do estado do conhecimento.” Escola Superior de Defesa, Brasília.

Carmona, Ronaldo Gomes. 2017. “Poder nacional e grande estratégia: uma análise geopolítica dos conceitos fundamentais do projeto brasileiro de potência.” PhD diss., Universidade de São Paulo (USP).

Carvalho, Guilherme O. Godinho de. 2024. “Inteligência no nível estratégico: ferramenta de suporte ao planejamento e à tomada de decisão.” PADECEME 20 (32): 1–104.

Chagas, Kael Weingartner, e Peter Loeb Caldenhof. 2023. “Geoeconomia e segurança econômica: a inteligência e a contrainteligência econômicas na logística e mobilização nacional.” Revista Brasileira de Inteligência 18 (outubro): 33–50. https://doi.org/10.58960/rbi.2023.18.224. DOI: https://doi.org/10.58960/rbi.2023.18.224

Cleave, Michelle K. Van. 2007. Counterintelligence and National Strategy. Washington, DC: National Defense University Press.

Editorial. 2025. “Editorial à Revista de Segurança, Desenvolvimento e Defesa.” Revista de Segurança, Desenvolvimento e Defesa 2 (1).

Ferreira, Norma Sandra de Almeida. 2002. “As pesquisas denominadas ‘estado da arte.’” Educação & Sociedade 23 (79): 257–72. https://doi.org/10.1590/S0101-73302002000300013. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302002000300013

Fingar, Thomas. 2011. Reducing Uncertainty: Intelligence Analysis and National Security. Stanford: Stanford University Press. DOI: https://doi.org/10.1515/9780804781657

Fingar, Thomas. 2012. “Intelligence and Grand Strategy.” Orbis 56 (1). https://doi.org/10.1016/j.orbis.2011.10.006. DOI: https://doi.org/10.1016/j.orbis.2011.10.006

Freedman, Lawrence. 2013. Strategy: A History. Oxford: Oxford University Press.

Gaddis, John L. 2018. On Grand Strategy. New York: Penguin Press.

Gallagher, Michael J. 2015. “Intelligence and National Security Strategy: Reexamining Project Solarium.” Intelligence and National Security 30 (4): 461–85. https://doi.org/10.1080/02684527.2014.885203. DOI: https://doi.org/10.1080/02684527.2014.885203

Godoy, Lucio. 2005. “A inteligência e os desafios internacionais de segurança e defesa.” Revista Brasileira de Inteligência 1 (1).

Guimarães, Samuel Pinheiro. 2005. Desafios brasileiros na era dos gigantes. Rio de Janeiro: Contraponto.

Hoffman, Frank G. 2014. “Grand Strategy: The Fundamental Considerations.” Foreign Policy Research Institute. DOI: https://doi.org/10.1016/j.orbis.2014.08.002

Karabulut, Andaç. 2024. “The Role of Intelligence in America’s Grand Strategy.” Turkish Journal of Security Studies 26 (2). DOI: https://doi.org/10.54627/gcd.1570270

Kent, Sherman. 1967. Informações estratégicas. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército.

Matey, Gustavo Díaz. 2016. “From Cooperation to Competition: Economic Intelligence as Part of Spain’s National Security Strategy.” International Journal of Intelligence and CounterIntelligence 29 (1): 151–64. https://doi.org/10.1080/08850607.2015.1083342. DOI: https://doi.org/10.1080/08850607.2015.1083342

Mitrovich, Gregory. 2021. “Covert Action and Grand Strategy.” In The Oxford Handbook of Grand Strategy, editado por Thierry Balzacq e Ronald R. Krebs. Oxford: Oxford University Press. DOI: https://doi.org/10.1093/oxfordhb/9780198840299.013.26

Morosini, Marília Costa, Lorena Machado Nascimento, e Egeslaine Denez. 2021. “Estado de conhecimento: a metodologia na prática.” Revista Humanidades e Inovação 8 (55): 170–83.

Norquist, Warren E. 2003. “National Strategy, Intelligence and Tradecraft.” Intelligencer: Journal of U.S. Intelligence Studies 13 (1): 33–39.

Nye, Joseph S., Jr. 2011. The Future of Power. New York: Public Affairs.

Paret, Peter, org. 1986. Makers of Modern Strategy: From Machiavelli to the Nuclear Age. Princeton: Princeton University Press. DOI: https://doi.org/10.1515/9781400835461

Phythian, Mark. 2009. “Intelligence Theory and Theories of International Relations: Shared World or Separate Worlds.” In Intelligence Theory: Key Questions and Debates, editado por Peter Gill, Stephen Marrin, e Mark Phythian. London: Routledge. DOI: https://doi.org/10.4324/9780203892992.ch4

Platt, Washington. 1974. “Produção de informações estratégicas.” Trad. Major Álvaro Galvão Pereira e Capitão Heitor Aquino Ferreira. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército/Livraria Agir Editora.

Rensburg, Petrus F. B. J. van. 1961. Covert Action as an Option in National Security Policy: A Comparison between the United States of America and South Africa. Master’s diss., University of Pretoria.

Rovner, Joshua. 2021. “Intelligence and Grand Strategy.” In The Oxford Handbook of Grand Strategy, editado por Thierry Balzacq e Ronald R. Krebs. Oxford: Oxford University Press. DOI: https://doi.org/10.1093/oxfordhb/9780198840299.013.25

Rudzit, Gunther, e Otto Nogami. 2010. “Segurança e defesa nacionais: conceitos básicos para uma análise.” Revista Brasileira de Política Internacional 53 (1): 5–24. https://doi.org/10.1590/S0034-73292010000100001. DOI: https://doi.org/10.1590/S0034-73292010000100001

Shuker, Stephen A. 2014. “Seeking a Scapegoat: Intelligence and Grand Strategy in France, 1919–1940.” In Secret Intelligence in the European States System, editado por Jonathan Haslam e Karina Urbach. Stanford: Stanford University Press.

Silva, Cristiane Rocha, Beatriz Christo Gobbi, e Ana Adalgisa Simão. 2005. “O uso da análise de conteúdo como uma ferramenta para a pesquisa qualitativa: descrição e aplicação do método.” Organizações Rurais & Agroindustriais 7 (1): 70–81. http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=87817147006.

Sims, Jennifer. 2009. “Defending Adaptive Realism: Intelligence Theory Comes of Age.” In Intelligence Theory: Key Questions and Debates, editado por Peter Gill, Stephen Marrin, e Mark Phythian. London: Routledge. DOI: https://doi.org/10.4324/9780203892992.ch9

Visentini, Paulo Fagundes. 2019. “Eixos do poder mundial no século XXI: uma proposta analítica.” Austral: Revista Brasileira de Estratégia e Relações Internacionais 8 (15): 9–25.

Visentini, Paulo Fagundes. 2025. Putin, a OTAN e a Guerra na Ucrânia: a ascensão da multipolaridade instável. Porto Alegre: NERINT/Editora Leitura XXI.

Walker, Márcio Saldanha, e Horacio Sánchez Mariño. 2023. “A grande estratégia: mudanças de modos e meios pelas operações de informação e a ameaça aos interesses brasileiros e argentinos.” Coleção Meira Mattos 17 (60). https://doi.org/10.52781/cmm.a114. DOI: https://doi.org/10.52781/cmm.a114

Williams, Brad. 2021. Japanese Foreign Intelligence and Grand Strategy. Washington, DC: Georgetown University Press. DOI: https://doi.org/10.2307/j.ctv1fj84fc

Wolfberg, Adrian, e Brian A. Young. 2016. “Is Intelligence an Instrument of National Power?” American Intelligence Journal 33 (1).

Downloads

Publicado

06-01-2026

Como Citar

Loeb Caldenhof, Peter. 2026. “O Estado Do Conhecimento Sobre As interrelações Entre Inteligência De Estado E Grande Estratégia ”. Revista Brasileira De Inteligência, nº 21 (janeiro). Brasília, Brasil. https://doi.org/10.58960/rbi.2026.21.294.

Edição

Seção

Artigo de pesquisa

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito